— PORTAL OFICIAL DA LIDERANÇA SUPREMA —
Líder Suprema da República de Petrovia
Filha do Ditador fundador Khan Petrovia. Nascida em 1960. Forjada nas profundezas do sistema penitenciário que seu próprio pai criou — não como punição, mas como treinamento. Aos 24 anos, ela herdou a coroa de um império que poucos ousam desafiar.
— ARQUIVO DE ESTADO — NÍVEL DE ACESSO: ALFA —
Katherine Petrovia nasceu em 1960, filha única do lendário Khan Petrovia — o fundador e primeiro Ditador da República de Petrovia, que governou com mão de ferro por décadas até sua morte com 166 anos de idade. Um homem que construiu um regime sobre os alicerces do medo, da disciplina e da brutalidade, Khan enxergava fraqueza em todo afeto — inclusive com a própria filha.
Diferente do que se esperaria da herdeira de um regime, Katherine não cresceu em salões dourados ou com privilégios reais. Por decreto direto e irrevogável de seu pai, ainda na infância ela foi entregue ao sistema prisional — o mesmo que Khan havia construído pedra por pedra — sob a custódia de Tanya, então diretora-suprema da instituição. A justificativa oficial nos arquivos de Estado era uma só: "Nenhum governante forjado no conforto sobrevive ao peso de uma coroa."
A vida que Katherine viveu por trás das grades foi a de uma verdadeira prisioneira. Nenhum privilégio, nenhum conforto, nenhuma exceção. Ela dormia nas mesmas celas de concreto, comia o mesmo pão duro e rançoso, sofreu as mesmas privações — e as mesmas torturas — que qualquer outro detento. A filha do ditador não tinha mais direitos que o último dos criminosos. Era assim que Khan queria. Era assim que Tanya garantia.
Os anos passaram lentos e cruéis. Katherine cresceu entre grades e corredores mal iluminados, aprendendo a ler o silêncio dos guardas, a desconfiar dos sorrisos, a calcular cada movimento. Ela foi submetida a interrogatórios de resistência, privação de sono, confinamento solitário e condicionamento físico extenuante. Quando sangrava, curava a própria ferida. Quando chorava, aprendia a não fazer barulho.
Nesse ambiente de ferro e desespero, Katherine encontrou algo inesperado: conexão humana. Entre os prisioneiros mais antigos, ela forjou laços — frágeis, clandestinos, mas reais. Com o tempo, surgiu um plano. Uma aliança cuidadosamente tecida nas horas mais silenciosas da noite: uma fuga organizada, coordenada com precisão surpreendente para quem nunca havia planejado nada além de sobreviver ao dia seguinte.
A operação foi meticulosamente planejada. E meticulosamente destruída. Tanya observava tudo. Ela sempre observava tudo. Na madrugada em que a fuga deveria acontecer, os corredores estavam cheios — não de fugas, mas de soldados. Os aliados de Katherine foram capturados um a um. E então, diante dos olhos de Katherine, foram executados em silêncio. Sem julgamento, sem palavra final. Apenas um disparo cada. A última coisa que cada um viu foi o rosto impassível de Tanya, e o rosto em lágrimas de Katherine, forçada a assistir.
Tanya se aproximou depois, enquanto o cheiro de pólvora ainda pairava no ar. Não havia crueldade no rosto dela — apenas uma certeza fria e absoluta. "Nem tudo na vida é como você quer, criança." Aquelas palavras entraram em Katherine como uma faca. E nunca saíram.
O paradoxo mais perturbador da história de Katherine é precisamente este: mesmo diante de tanta crueldade, ela nunca conseguiu deixar de enxergar em Tanya uma figura maternal. A única mulher adulta que esteve presente em sua vida, que nunca a abandonou — mesmo que a forma dessa presença fosse muitas vezes o próprio sofrimento. Uma tia severa que punia porque acreditava que era o único jeito de preparar alguém para o mundo. Essa dualidade moldou profundamente a psicologia de Katherine — sua capacidade de dissociar amor de dor, lealdade de sofrimento, força de crueldade.
Anos mais tarde, sem qualquer aviso, uma escolta altamente armada chegou à prisão. Doze soldados da Guarda Vermelha — que Katherine nunca havia visto antes — formaram um corredor até a saída. Ela foi levada ao Palácio Petrovia pela primeira vez na vida. Os corredores eram exatamente como ela havia imaginado: mármore, vermelho e ouro, silêncio absoluto.
Khan a recebeu em uma cadeira de rodas dourada, conectado a máquinas que sustentavam um corpo que havia vivido além de qualquer limite humano natural. Ele a olhou por um longo momento — sem reconhecimento, sem afeto, sem arrependimento. Então fez um gesto mínimo com a mão. Um assistente se aproximou carregando uma almofada de veludo escarlate. Em cima dela: a coroa do regime. Ela foi colocada na cabeça de Katherine sem cerimônia, sem discurso, sem palavras de despedida.
Khan Petrovia morreu três dias depois. E o peso de Petrovia caiu inteiro sobre uma jovem de 24 anos que havia passado a vida inteira aprendendo a sobreviver — mas nunca havia sido ensinada a governar. Ou talvez, no fundo, aquilo fosse a mesma coisa.
Nascimento de Katherine Petrovia, filha única de Khan Petrovia, Ditador Supremo e fundador do regime. Mãe: identidade suprimida dos registros de Estado.
Por decreto pessoal de Khan, Katherine é entregue ao sistema prisional ainda criança, sob a supervisão de Tanya. Começa um período de reclusão, treinamento brutal e privações sistemáticas. A existência da filha do ditador é mantida em sigilo absoluto.
Após anos de confinamento, Katherine forja aliança com prisioneiros veteranos e organiza uma tentativa de fuga. Na noite da operação, Tanya intervém. Todos os cúmplices são executados na presença de Katherine. Nenhum registro oficial do incidente existe.
Os anos seguintes são de silêncio. Katherine se fecha em si mesma. Submete-se ao treinamento sem resistência aberta. Aprende a ler pessoas, a calcular silêncios, a guardar raiva e transformá-la em disciplina. Os guardas passam a temê-la mais do que ela os teme.
Khan Petrovia, aos 166 anos, ordena que Katherine seja levada ao palácio. Ela é coroada Líder Suprema sem cerimônia. Três dias depois, Khan morre. Katherine assume o controle absoluto de Petrovia. Tanya é nomeada Suprema Marechal. Krieg é confirmado como General Supremo. As três unidades de elite são formadas pessoalmente por Katherine.
— RETRATOS AUTORIZADOS DA LÍDER SUPREMA —
— FICHA TERRITORIAL OFICIAL —
A República de Petrovia é o resultado da Grande Fusão — um evento histórico singular que uniu os legados culturais, militares e industriais da Alemanha e dos Estados Unidos em uma única nação soberana. O resultado foi um Estado que combina a disciplina e engenharia germânicas com a escala e poder industrial americano.
Fundada por Khan Petrovia, a república é governada por um regime de partido único. A constituição foi substituída pelo Código Petrovia — um documento vitalício que concentra todos os poderes nas mãos da Liderança Suprema. Não há eleições, não há oposição reconhecida, não há apelação.
A fusão cultural é visível em todos os aspectos: as ruas de Aktiv Stadt são largas como boulevards americanos, mas pontuadas por arquitetura brutalista germânica. O idioma oficial mistura alemão e inglês em um crioulo chamado Petrovisch. O exército usa fardamentos inspirados em ambas as tradições militares, com distintivos vermelhos do regime sobrepostos.
A economia é centralizada e orientada para a indústria pesada e produção militar. Petrovia é conhecida pela qualidade superior de seus armamentos — um dos poucos produtos de exportação permitidos, sempre mediante aprovação pessoal da Líder Suprema.
— FIGURAS DE AUTORIDADE — ACESSO NÍVEL BETA —
★ TODA A AUTORIDADE EMANA DA LÍDER SUPREMA KATHERINE PETROVIA ★
▲ SEGUNDO POSTO — REGIME PETROVIA
Suprema Marechal do Regime
A mulher mais temida de Petrovia — após a Líder Suprema. Tanya gerenciou o complexo prisional onde Katherine foi confinada por ordem de Khan Petrovia. Foi ela quem executou os aliados de Katherine durante a tentativa de fuga, e foi ela quem a moldou com ferro e dor em algo capaz de governar um império.
Katherine a chama de "Tia". O resto do mundo a chama de terror. Ela controla todas as forças armadas convencionais de Petrovia e responde somente à Líder Suprema.
▲ TERCEIRO POSTO — REGIME PETROVIA
General Supremo das Forças de Petrovia
Krieg é o arquiteto militar do regime. Enquanto Tanya controla a lealdade dos homens, Krieg controla sua força bruta. Estrategista sem igual, foi ele quem desenvolveu as doutrinas táticas que tornaram o exército de Petrovia uma das forças mais eficazes do mundo.
Homem de poucas palavras, Krieg é conhecido por uma filosofia simples: "Vitória não é uma opção. É uma obrigação."
— FORÇAS ESPECIAIS DA LÍDER SUPREMA — MÁXIMO SIGILO —
◆ FORÇA: 25 SOLDADOS ◆ CLASSIFICAÇÃO: ALFA-EXTREMO ◆
A menor e mais letal unidade de Petrovia. Vinte e cinco soldados selecionados entre os melhores de todas as forças armadas — e submetidos a testes que menos da metade sobrevive. Equipados com as mais pesadas e avançadas armaduras disponíveis no arsenal de Petrovia, os Deathtrooper são mais um conceito do que uma unidade: força superior, tecnologia superior e vontade inabalável. Quando os Deathtrooper aparecem, já é tarde para qualquer defesa.
◆ FORÇA: 500+ SOLDADOS ◆ CLASSIFICAÇÃO: PROTEÇÃO SUPREMA ◆
A grande muralha humana ao redor de Katherine Petrovia. Quinhentos soldados — cada um rastreado desde o nascimento, selecionado na adolescência e treinado exclusivamente para uma única missão: proteger a Líder Suprema onde quer que ela vá. Seu uniforme vermelho vivo é um aviso. São visíveis por escolha, pois sua presença é suficiente para dissuadir qualquer ameaça. A vida de Katherine vale mais que a soma de todas as suas.
◆ FORÇA: 12 PILOTOS ◆ CLASSIFICAÇÃO: ESQUADRÃO SUPREMO DE AVIAÇÃO ◆
Doze pilotos. Os doze melhores que Petrovia já produziu. Em um país que funde engenharia alemã com aviação americana, isso significa estar entre os melhores do mundo. Os Vermelhos são o esquadrão de combate aéreo pessoal da Líder Suprema — não pertencem à Força Aérea convencional, não respondem ao General Supremo. Voam exclusivamente aeronaves pintadas em vermelho-sangue com o emblema de Katherine.
— PROPRIEDADE PESSOAL DA LÍDER SUPREMA — ACESSO ESTRITAMENTE RESTRITO —
O Palácio Petrovia — conhecido internamente como Rotes Schloss, o Castelo Vermelho — é a obra mais imponente já construída em solo petroviano. Erguido por Khan Petrovia no auge do regime fundador, o complexo foi expandido três vezes nas décadas seguintes e hoje ocupa um quarteirão inteiro no coração de Aktiv Stadt. Sua fachada brutalista-neoclássica impõe silêncio a todos que a contemplam: pilares de concreto armado de vinte metros de altura encimados por frisos dourados, janelas com vidros escurecidos de 10 centímetros de espessura, e a bandeira do regime — vermelha com a águia negra de Petrovia — esvoaçando em mastros de aço em cada torre.
O interior é uma contradição calculada: fora, brutalismo de Estado; dentro, opulência absoluta. Katherine herdou o palácio e o reformou inteiramente segundo seus critérios pessoais, substituindo os dourados excessivos do pai por uma paleta de preto, vermelho-sangue e prata. Os 1.100+ cômodos incluem o Grande Salão de Recepções com capacidade para 800 pessoas, a Sala do Trono onde Katherine conduz audiências de Estado sentada em uma cadeira de obsidiana e aço, a Sala de Guerra subterrânea com mapas físicos e terminais Omega-9, a Biblioteca Pessoal da Líder Suprema com 12.000 volumes selados a vácuo, e os aposentos privados de Katherine no nono andar — os únicos onde câmeras de vigilância são proibidas por decreto pessoal.
O perímetro externo é guarnecido permanentemente por dois batalhões da Guarda Vermelha em rotação contínua. O núcleo interno — os três andares onde Katherine dorme, trabalha e comanda — é protegido exclusivamente pelos Deathtrooper. Não há registro de nenhuma invasão bem-sucedida ao palácio em toda a história do regime.
SEDE DO REGIME — ACESSO REGULADO PELA GUARDA VERMELHAO Schwarzer Adler — Águia Negra — não é uma simples aeronave. É o palácio pessoal de Katherine Petrovia nos céus. Um Boeing VC-137C completamente transformado por engenheiros militares sob sigilo absoluto, esta máquina representa o poder absoluto em altitude de cruzeiro.
O interior foi radicalmente reconfigurado: onde havia assentos de passageiros hoje existe um complexo de câmaras dignas de um palácio de estado — salão de recepções revestido em couro negro e madeira nobre, sala de guerra com mapas táticos e terminais de comunicação Omega-9, aposentos privados da Líder Suprema com blindagem de nível 5 nas paredes e piso, sala de jantar para 12 convidados, quartos para a Guarda Vermelha e assessores, e uma câmara de isolamento onde a Líder Suprema pode comandar operações em pleno voo.
Dois pilotos d'Os Vermelhos estão sempre designados para este voo. Alcance irrestrito com pistas de reabastecimento autorizadas em 47 países aliados.
USO EXCLUSIVO — LÍDER SUPREMAO Eisenherz — Coração de Ferro — opera sempre que o Schwarzer Adler não pode ser utilizado: em deslocamentos entre bunkers, visitas a instalações militares e movimentações urbanas de alto risco. Blindado com aço balístico nas portas e vidros laminados anti-projétil, carrega 4 soldados da Guarda Vermelha além dos 2 pilotos d'Os Vermelhos.
Seus dois M134 Minigun laterais garantem supressão imediata de qualquer ameaça em 400 metros. Baseado no veterano Bell UH-1N amplamente utilizado pelo regime desde os anos 1960, o Eisenherz recebeu modificações internas exclusivas: assento presidencial blindado com amortecimento anti-explosão, sistema de comunicações de emergência independente e compartimento de documentos com destruição automática por termita em caso de queda.
ESCOLTA TÁTICA — GUARDA VERMELHAO USS Katherine Petrovia é, na prática, um palácio flutuante — a extensão naval do poder pessoal de Katherine Petrovia. Com 220 metros de comprimento, este cruzador de comando foi completamente reformulado por dentro: a parte de proa e central foi convertida em alas residenciais e de estado dignas de um palácio europeu.
O interior compreende: grande salão de trono e recepções revestido em mármore negro, biblioteca de estado com 4.000 volumes, sala de conferências para 40 oficiais, apartamento real da Líder Suprema com vista panorâmica blindada para o oceano, salão de jantar formal para 24 convidados com serviço de cristal e prata, e dezesseis suítes para o alto comando e convidados de estado.
A parte de popa mantém funções de guerra: centro de comando naval avançado, terminal de comunicações Omega-9 com alcance global, hangar para 2 helicópteros e sala de operações táticas. O navio é o único lugar no mundo onde Katherine Petrovia concede audiências formais de Estado no mar.
FORTALEZA FLUTUANTE — ACESSO CONTROLADOA Schwarzwasser — Água Negra — é guardada permanentemente no convés do USS Katherine Petrovia e só é utilizada em situações de evacuação de emergência ou missões costeiras de sigilo máximo. Com 28 metros e capaz de 52 nós, é uma das embarcações mais rápidas da Marinha de Petrovia.
O casco é anti-projétil e o deck é blindado contra granadas de fragmentação. Carrega combustível para 900 milhas náuticas de autonomia ininterrupta e possui sistema de navegação independente cifrado. Em caso de afundamento do navio principal, a Schwarzwasser pode ser lançada em menos de 90 segundos com a Líder Suprema e escolta mínima a bordo.
EVACUAÇÃO DE EMERGÊNCIA — NÍVEL ALFA▼ BUNKERS PRIVADOS — NÍVEL OMEGA ▼
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ESTE ACESSO FOI REGISTRADO — CÓDIGO DE SESSÃO: ████████████ — MINISTÉRIO DA SEGURANÇA DE ESTADO — PETROVIA